Cálculo Renal

O Cálculo Renal (Pedra nos Rins), ou ainda Litíase Urinária, acomete 10% da população, principalmente em Hipertensos ou diabéticos, obesos, sendo que 25% têm história familiar. Acomete principalmente indivíduos entre quarta e sexta décadas de vida.

Há ainda uma variabilidade geográfica notável, com maior prevalência em localidades de clima mais quente.

O mecanismo de formação da calculose renal é complexo, passando por mecanismos hormonais, intrínsecos do rim e dietéticos.

Os cálculos renais, na maioria das vezes, são assintomáticos, podendo passar desapercebidos por longos períodos. No entanto, quando os cálculos migram para o ureter (canal que leva urina do rim a bexiga), passam a obstruir a drenagem urinaria, podendo causar dores importantes (cólica renal). Outros sintomas associados podem ser citados, como náuseas ou vômitos, febre, desejo frequente de urinar, sangue na urina. 

No que tange ao tratamento, devemos individualizar com base na localização dos cálculos. Cálculos presentes nos rins devem ser tratados se sintomáticos (dor ou infecção urinaria) ou se maiores que 1 cm. O tipo de cirurgia depende do tamanho, podendo ser realizada desde fragmentação a laser, procedimento percutâneo, laparoscópico ou com auxílio da plataforma robótica. Nos casos que as pedras se encontram no ureter, a abordagem dependera do tamanho e localização do cálculo ureteral, bem como da avaliação laboratorial da função renal, presença de sinais infecciosos, dor controlada com medicação oral. A depender destes critérios, procedemos com terapia medicamentosa expulsiva, com intuito de dilatar o canal e elimina o cálculo ou tratamento cirúrgico por meio de fragmentação a laser (procedimento endoscópico, por neurologia, minimamente invasivo).

 

Importante sabermos:

  • O acúmulo de cálculo renal pode predispor infecção urinaria ou ser abrigo de bactérias uropatogênicas.

  • A chance de insuficiência renal crônica é 2 vezes maior em indivíduos com pedra nos rins, sendo que 3% irão para terapia dialítica.

 

Quem teve um episódio de cólica renal pode ter novamente!! As taxas de recorrências são tão altas quanto 15% em um ano, 35% em 5 anos e 50-85% em 10 anos.

Logo, após tratarmos o quadro agudo de dor / cólica, importante focarmos na prevenção. 

 

A formação dos cálculos renais está intimamente conectada com o hábito alimentar, sendo que a recorrência em 10 anos pode reduzir em até 5 vezes se medidas simples forem adotadas, como alterações alimentares:

  •  Beber água suficiente para urinar 2 a 3 litros ao dia;

  • Aumente o consumo de sucos cítricos (naturais, sobretudo laranja e limão);

  • Evite suplementação de vitamina C com doses superiores a 1 grama ao dia

  • Diminuir o consumo de sal. Vale a pena lembrar da presença do sal em enlatados (sardinha, atum), embutidos (presunto, apresuntado), temperos industrializados, molhos tipo shoyo, “salgadinhos”. Alto consumo de sódio eleva risco de recorrência de cálculo renal de 11% para 61%.

  • Diminuir o consumo de proteínas de origem animal (carnes brancas, vermelhas e peixes). Recomendação é o consumo de até 1 grama de carne por quilo de peso ao dia.

  • Reduza o consumo de alimentos ricos em oxalato (café, chá preto, cacau/chocolate, espinafre, nozes).

  • Não é recomendado dieta pobre em cálcio

  • Aumente consumo de fibras e vegetais (eleva excreção urinaria de inibidores de formação dos cálculos)

  • Evite refrigerantes, principalmente a base de cola.

Outras medidas importantes remetem a análise do cálculo ou ainda, analise metabólica. 

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