Andrologia em Campo Grande MS - Dr. Flávio Faria Urologista

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A Andrologia é uma subespecialidade dentro da urologia, que estuda questões relacionadas a função sexual do homem e de seu sistema reprodutor. Os principais temas no nosso dia a dia no consultório são Ejaculação Precoce e Impotência Sexual / Disfunção Erétil.
Ejaculação Precoce

Ejaculação precoce (EP) é um problema comum entre os homens e durante a vida, em média de 31% dos homens entre 18 e 59 anos acometidos.
Caracterizada pela ejaculação que ocorre com o menor estímulo, podendo ocorrer antes, durante ou após a penetração. A definição gira em torno da incapacidade de atrasar a ejaculação em todas ou quase todas as penetrações, com consequências negativas, como angústia, incomodo, frustração e / ou tentativa de evitar intimidade sexual.
Importante notar que além do tempo de latência ejaculatório (IELT), é de suma importância as consequências negativas para paciente e companheira. IELT médio gira em torno de 5,4 -6 minutos. 5% da população tem latência de ejaculação menor que 2 minutos.
Embora o IELT seja uma ferramenta objetiva, a satisfação sexual e o sofrimento correlacionaram-se mais fortemente com o sentimento de controle do que com o tempo de latência autor relatado. O controle sobre a ejaculação tem um efeito direto na dificuldade pessoal relacionada à ejaculação e na satisfação com a relação sexual
A Ejaculação Precoce pode ser:
  • Primária: quando acontece desde a primeira relação sexual, com todas ou quase todas relações / parceiras. Pode agravar com a idade.
  • Secundária: ocorre após períodos de normalidade ejaculatória, consiste na redução clinicamente significativa e incomoda no tempo de latência. Ocorre em qualquer idade. Pode ser gradual ou imediata. Principal fator etiológico problemas psicológicos, ansiedade, depressão, ou no relacionamento. Pode ser curada após manejo / tratamento da causa base.
  • Ocasional ou situacional: variação da normalidade sem cunho patológico. Tempo ejaculatório rápido inconsistente e irregular. Acontece de vez em quando ou com algumas parceira (s). Tratamento passa por suporte psicológico, melhora da auto estima, confiança e educação.
Existem alguns fatores associados, que devem ser lembrados e tratados durante avaliação inicial, tais como:
  • Ansiedade
  • Nervosismo
  • Estresse
  • Disfunção erétil
  • Problemas amorosos
  • Dificuldade interpessoal relacionada a disfunção ejaculatória, como experiências sexuais traumáticas.
  • Pré-disposição genética (fatores ligados a serotonina)
  • Obesidade
  • Fatores neurobiológicos
    • Hipersensibilidade receptor 5HT1a / 5 HT1b (serotonina)
    • Aumento da expressão de transportadores serotoninérgicos
    • Heperexitabilidade da glande peniana
A ejaculação rápida pode impactar negativamente a vida sexual do casal, com consequências negativas, redução de libido, impacto na autoconfiança, ansiedade, constrangimento e depressão. A satisfação do parceiro com a relação sexual diminui com o aumento da gravidade Ejaculação Precoce.
O tratamento passa por identificação do fator causal (ansiedade, por exemplo), prática exercícios físicos, psicoterapia, medidas comportamentais, prescrição medicamentosa.
  • Terapias comportamentais
    • Start-stop
    • Squeeze
    • Masturbação antes da relação sexual
  • Terapia psicológica
    • Taxas de sucesso de curto prazo de 50-60%
    • Podem não ser mantidas a longo prazo
    • Eficazes para agregar valor as intervenções medicamentosas
  • Tratar disfunção erétil ou outra disfunção sexual, infecção gênito-urinaria
  • Uso de farmacoterapia como tratamento de primeira linha
  • Agentes anestésicos tópicos podem ser alternativa viável
Conversar abertamente com a pessoa com quem está se relacionando tem um papel fundamental.

Impotência Sexual / Disfunção Erétil

Disfunção Erétil (DE) é definida como a persistente incapacidade de atingir e manter uma ereção suficiente para permitir um desempenho sexual satisfatório.
Esse bloqueio prejudica a ereção em muitas etapas do funcionamento, como o estímulo sexual, liberação de substâncias químicas ou fornecimento de sangue para o pênis.
A DE deve ser entendida como patologia multifatorial, de causa vasculogênica, anatômica, hormonal, neurogênica, induzida por drogas e / ou psicogênica.
Pode ocorrer devido a:
  • Ingestão de medicamentos;
  • Uso de drogas;
  • Cirurgias, como prostatectomia radical, cirurgias pélvicas e retroperitoneais, por exemplo;
  • Doenças cardiovasculares, neurológicas, hormonais, psicológicas ou metabólicas;
  • Diabetes, diretamente relacionada com controle glicêmico;
  • Hipertensão arterial;
  • Colesterol alto;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Ansiedade;
Algumas considerações importantes:
  • Note que muitos dos fatores de risco para Disfunção Erétil são comuns para as Doenças Cardiovasculares. DE pode ser uma manifestação precoce de coronariopatia e doença vascular periférica. Homens com disfunção são 45% mais susceptíveis a eventos cardiovasculares comparados com pacientes sem DE
  • A idade é um fator que pode ser negativo. O grupo de maior risco é composto por homens maiores de 40 anos, sendo que, nessa faixa etária, a incidência de algum grau de Disfunção Erétil é de 50%.
  • Drogas em geral: heroína, cocaína, maconha, drogas sintéticas, esteroides anabolizantes
Medicações:
  • Anti-hipertensivos: Diuréticos Tiazidicos, betabloqueadores, IECA, bloqueadores canais de Ca
  • Antidepressivos tricíclicos: imipramina, clomipramina, amitriptilina
  • Inibidores de receptação serotonina: paroxetina, sertralina, fluoxetina, citalopran, excitalopran
  • Antipsicóticos / neurolépticos: clorpromazina, haloperidol, clozapina, olanzapina, quetiapina, risperidona.

Existe prevenção?
É importante fazer o controle de comorbidades por meio de tratamentos indicados pelos especialistas.
Manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos ajuda tanto na prevenção quanto no tratamento da DE, bem como tem ação importante nas patologias cárdio vasculares.
Evitar o tabagismo é altamente recomendado, inclusive.
No que diz respeito ao tratamento, devemos:
  • Identificar causas curáveis: uso de medicações, causas endocrinológicas, psicológicas.
  • Identificar causas modificáveis: Doenças Cardiovasculares, Dislipidemia, Diabetes Melitos, Hipertensão Arterial
  • Orientação / Educação do paciente

Mudança de Estilo de Vida:
  • Deve ser aplicada para todos os pacientes.
  • Identificar fatores de risco reversíveis para Impotência Sexual.
  • Principais benefícios em comorbidades cardiovasculares ou metabólicas específicas, como diabetes ou hipertensão.
  • Dieta adequada, atividade física são de suma importância.

As medicações via oral estão como primeira linha de tratamento. Podemos citar os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (sildenafil, tadalafila, vardenafila, lodenafila). Podem ser utilizadas sob demanda – apenas prévio as relações sexuais, ou uso contínuo diário. Devemos ressaltar que a terapia medicamentosa deve ser prescrita e acompanhada de perto pelo médico assistente, os casos devem ser individualizados e prescrição orientada.
As medicações intracavernosas, são a segunda linha. Indicada em não respondedores a drogas via oral (iPDE 5), podendo ser aplicadas pelo próprio paciente ou companheira momentos antes do intercurso sexual. Taxa de sucesso é alta, próximo a 85%. Devem-se ressaltar efeitos colaterais como dor local, fibrose cavernosa, tortuosidade, sensação de tensão local, priapismo.
Em casos refratários, está indicado a terceira linha de tratamento, com implante de prótese peniana. Existem 2 tipos: Inflável ou maleável. A maioria dos pacientes prefere os dispositivos infláveis ​​de 3 peças devido às ereções mais “naturais” obtidas. Da mesma forma, os dispositivos infláveis ​​de 3 peças fornecem a melhor rigidez e a melhor flacidez porque preencherão cada parte dos corpos. Como complicações pode-se citar: infecção da prótese, extrusão, desconforto.

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Dúvidas Frequentes: Andrologia

Veja as principais dúvidas que você possa ter sobre Andrologia.

A andrologia é a subespecialidade da urologia focada na saúde reprodutiva e sexual do homem. Ela trata condições como: - Infertilidade masculina - Disfunção erétil - Ejaculação precoce ou retardada - Baixa testosterona (hipogonadismo) - Varicocele e alterações testiculares Além disso, a andrologia também atua na prevenção e no envelhecimento saudável do sistema reprodutor masculino.

Você deve buscar um andrologista ao perceber sintomas como: - Dificuldade para engravidar com a parceira - Queda da libido ou alterações na ereção - Cansaço excessivo, perda de massa muscular ou alterações de humor - Dor ou alterações na anatomia dos testículos Também é indicado para homens que desejam fazer check-up da saúde sexual ou preservar a fertilidade antes de procedimentos médicos.

Sim. A maioria das condições tratadas pela andrologia tem abordagem eficaz, seja por meio de medicamentos, terapias hormonais, cirurgias ou técnicas de reprodução assistida. O tratamento é sempre personalizado, com foco na segurança, bem-estar e qualidade de vida do paciente. O acompanhamento com um especialista é essencial para resultados duradouros e confiáveis.

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